Há muitos boatos e fatos mal esclarecidos rolando pela internet, portanto nos sentimos na necessidade de postar uma nota de esclarecimento em relação aos últimos fatos ocorridos.
A decisão pela permanência da greve é um direito dos estudantes que se manifestam através do voto em assembléia. Isso, é inegável. Mesmo que alguns estudantes questionem essa deliberação, tendo quórum mínimo durante a votação, ela é legitima e continuará sendo defendida pelos estudantes que acreditam na mobilização estudantil. Assim como é um direito dos estudantes criticarem o movimento e se posicionarem contra a greve, também é um direito daqueles que a defende, utilizar de métodos para garanti-la.
Em relação aos argumentos contra a violência dos piquetes e das ações de movimento estudantil, temos algumas considerações a fazer:
1) A maior violência tem sido praticada por aqueles que não respeitam a deliberação em assembléia pela permanência da greve. Os professores e alunos que de forma covarde promovem aulas quando a maioria do campus se encontra paralisado são os primeiros a violentar o movimento estudantil.
2) Se os professores não estivessem promovendo aulas de forma covarde, como pontuamos acima, não seria necessário fazer piquetes. SÓ HÁ UM MOTIVO PARA SE AGIR DESSA FORMA, porque precisamos garantir a decisão da assembléia dos alunos, que é SOBERANA.
3) Quando a greve é desrespeitada e aulas acontecem, MUITOS perdem e POUCOS ganham. Com a greve estabelecida, a maioria do campus NÃO TEM COMPARECIDO A ESSAS AULAS e os poucos que vão para “furar a greve” acabam prejudicando essa maioria. E é uma questão simples e lógica, se há aula, há lista de presença, logo uma minoria acaba prejudicando a maioria. Portanto, quando os professores se posicionam como vitimas é preciso refletir quem realmente está perdendo com essa ação.
4) Para quem está presente no campus todo dia é CLARO e evidente que a porcentagem de alunos que tem “furado a greve” e assistido aulas é muito pequena diante do número de alunos do campus. Logo, as ações do movimento só tem uma finalidade: GARANTIR que essa maioria do campus que não está em aula, não seja reprovado por falta depois que a greve terminar. E isso não contempla só o comando de greve, MAS TODOS OS ALUNOS que favoráveis ou não a greve, tem respeitado a decisão da assembleia geral dos estudantes.
Finalizando, pedimos que todos os estudantes ponderem melhor sobre os argumentos que tem sido postos em comentários do blog e redes sociais. Há muita coisa sendo dita e nem tudo é de fato verdade. Muitas ações foram gravadas e a comissão de comunicação já tem se mobilizado para colocar os vídeos no ar, e ai então as coisas poderão ser esclarecidas. Até lá, cabe a cada um avaliar de forma crítica o que é de fato violência e quem na verdade tem sido prejudicado com essas ações que ocorrem todos os dias no campus. Se são os “violentos alunos do movimento estudantil” ou os professores e alunos que de forma covarde não respeitam uma decisão tirada em assembléia.
Perfeito!
parabéns ao comando pela nota clara e totalmente coerente. Está mais do que na hora de mostrar aos estudantes e professores que acham que estão sendo desrespeitados que na verdade o desrespeito começa por eles.
Aplausos.
é lamentável que em um campus de humanas, que teoricamente deveria ser voltado ao pensamento crítico, o movimento estudantil precise ficar explicando que uma decisão tirada em assembléia de estudantes com quórum mínimo precisa ser respeitada.
Jéssica o problema é que no Campus existem aqueles que só estão ali para pegar um diploma de uma universidade federal. que não tem nenhum comprometimento com a formação crítica, apenas conhecimento por conhecimento!!! Lamentável….o movimento é legítimo..pagamos e pagamos caro para estudarmos em uma universidade pública…já que paguei, meus mais pagaram, a população paga..quero instalações e condições de qualidade..exijo investimento de fato naquilo que pago todos os dias…e quem esta ai furando a greve sem nenhum comprometimento com o movimento cai fora e vai para universidade privada….
Exatamente.
Por isso que essa luta vai além de simplesmente garantir o prédio, precisamos mesmo é repensar toda a academia.
Quem fura greve esta desrespeitando a vontade de uma maioria, isso é óbvio! Uma maioria que está lutando por melhoras, coletivamente. Nós, estudantes, temos liberdade para lutar pelos nossos direitos, mas essa liberdade está se fragilizando. A “furação de greve” colabora com o impedimento das manifestações pela reitoria. A greve é a única ferramenta que nos dá voz, vamos respeitá-la! Ah, um esclarecimento: não existe ditadura da maioria, o nome disso é democracia!
“não existe ditadura da maioria, o nome disso é democracia!”
FALOU TUDO!
Engraçado, os professores não respeitam uma decisão da assembleia dos alunos? Até onde sei, são os alunos que devem respeitar a decisão da assembleia dos alunos. Como dizia o Garrincham é preciso combinar com os russo.
Sim, são os alunos que devem respeitar, mas a partir do momento que entram em sala para ter aula, passam a desrespeitar.
É uma determinação que o Supremo Tribunal da Greve me fará acatar ou eu posso usar a Constituição, LDB e etc?
Bah, de uma vez por todas, se posicionar contra os piquetes é simplesmente ousar garantir um direito (constitucional) de não ser obrigado a determinada situação ou privado de algo que eu não estou de acordo. Sou livre para isso. Tenho resguardado meu direito de ir e vir. Assistir aula ou não em tempos de greve é ponderar o motivo da paralisação, a coerência do discurso grevista e prática nem tão idealista assim.
É claro que ninguém se sentirá confortável em ser OBRIGADO a sair de uma sala porque alguns estudantes resolveram sair tocando zabumba e com pulmões alimentando apitos ensandecidos. Que tal usar toda essa força de persuasão e ir lá falar calmamente com alunos e professores. É mais fácil do que agredir professores e alunos (hum, teve uma moça ressaltando a necessidade de EDIÇÃO nos vídeos, faz muito sentido). Ou a professora saiu CHORANDO à toa?
No mais, alguns contrapontos:
“A maior violência tem sido praticada por aqueles que não respeitam a deliberação em assembléia pela permanência da greve”.
Se existe uma violência maior, você admite que em contrapartida também há violência por parte do movimento. A opressão e o controle não escolhem posição ou podem ser caracterizadas como “necessárias” ou advindas de uma relação de força supostamente maior. Leiam Foucault direito. Ou Deleuze, ou Guattari.
“SÓ HÁ UM MOTIVO PARA SE AGIR DESSA FORMA, porque precisamos garantir a decisão da assembléia dos alunos, que é SOBERANA”.
Não sou obrigado a acatar algo que foi imposto por alguma decisão “soberana”. Uma instituição cumpre normas mais ou menos contínuas, não arbitrárias e consequentes da ação de um grupo em dado momento. Quer dizer que sua ação VIOLENTA é consequência de algo e garantia do mesmo? Difícil compreender isto.
“Quando a greve é desrespeitada e aulas acontecem, MUITOS perdem e POUCOS ganham. Com a greve estabelecida, a maioria do campus NÃO TEM COMPARECIDO A ESSAS AULAS”.
O campus está deserto. A maioria das pessoas estão em casa assistindo novela, na popular e saudável “greve de pijamas”. Mas na hora da assembléia é sempre bom mostrar o quanto engajado politicamente se é (ou está?). Nosso calendário tem cada evento! Poxa, eu vou me deslocar até a Unifesp apenas para ouvir samba e deliberar o que raios de comissão deve ou não fazer?
Resistência não é violência.
Violência é o conformismo, as ações sórdidas e covardes que mantém a opressão.
Uau, então se resiste contra os próprios pares, os estudantes. Sem essa de “fazer frente” ao “estado de coisas”. Os altos escalões da Unifesp utilizam-se das salas de aula? E mais, ao “resistir” se utilizando da supressão e da barreira você oprime outrem. Simples assim!
Ah, vocês esqueceram do tal “peido de velha” sugerido… Não é babaquice adolescente, é uma forma de protesto, claro.
Olha que contradição que você mesmo pontua: temos que resistir contra os estudantes.
E isso demonstra claramente uma distinção entre os estudantes:
Aqueles que querem conquistar uma universidade pública de qualidade e aqueles que estão lá só para pegar um canudo.
E dentro desses dois grupos existe quem apóia o movimento estudantil e a forma como as coisas são feitas, e aqueles que não apoiam. No entanto, na hora de trabalhar para construir algo concreto e trazer propostas para nossa causa, a diferença entre os dois se mostra clara. A maioria dos que querem construir uma universidade pública de qualidade se mostra presente no movimento, seja para apoiá-lo, ou critica-lo.
Jessica, você se expressa feito uma fanática, faz inferências indevidas e extrai conclusões que são totalmente convenientes ao que você diz. Você não está aqui para dialogar, mas sim para ter razão, sejam quais forem os meios para tal.
A aula é uma opressão, claro! Os professores são a classe dominante na República dos Pimentas, é preciso derubá-los e instituir a ditadura do alunado. É sórdido e covarde assistir aulas, é bravo e corajoso xingar professores que se pronunciaram contra a polícia no campus.
em nenhum momento disse que ter aula é opressão, ou que quem oprime são os professores ou a burocracia, essas são suas palavras.
Para mim a opressão é justamente essa posição conformada que nós temos diante das barbaridades instituídas pela “ordem” que nos é imposta. A opressão não vem de cima, vem de nós mesmos, porque somos nós os responsáveis por mante-la, com atitudes como a sua por exemplo, que defende de forma ingenua um colegiado que em maioria, diversas vezes demonstrou estar aí somente para reproduzir um sistema e trabalhar a favor da burocracia.
Você provavelmente deve sofrer de algum tipo de distúrbio ao querer colocar o aluno acima ou no mesmo nível do professor, que em muitos casos já se matava de estudar antes mesmo da sua existência. Se a aula aos seus olhos é tida por opressão, o que você está fazendo numa universidade?
Na verdade, resistência pode sim virar violência minha cara. Quando algo intitulado o “MOVIMENTO” se acredita soberano e se utiliza de violência física e/ou psicológica para atestar esta sua condição de soberano acontece o mesmo tipo de violência quando um reitor ou um diretor acadêmico que se acreditam soberanos e representando a vontade geral vem agindo no sentido de ir contra uma greve instaurada.
Se um comando de greve precisa vir a público esclarecer os motivos de estar tomando posturas consideradas por muitos agressivas (e lembre que ser agressivo não é só bater no outro), é porque algo está saindo do controle. É porque houveram SIM situações de agressividade que vocês querem legitimar…
Na minha humilde opinião: essa greve mais parece uma guerra de não grevistas contra grevistas e vice versa e pouco esforço pra achar alternativas reais de fim de greve!!!
Como dito no texto, se o movimento começa a “atacar” é porque já está sendo atacado há muito tempo.
todos os alunos participantes do movimento estão sob risco de processos administrativos, sofrendo repressão por parte de professores e da diretoria, e sendo agredidos verbalmente e até fisicamente por estudantes anti-greve. Se é para ser assim, não é de se esperar que o próprio movimento tenha que partir para ações mais efetivas?
Temos que garantir nosso direito de protestar de forma livre e sem represálias, mas como isso ainda não é possível devido ao atraso do nosso país, temos SIM que partir para ações que muita gente consideram agressiva. Porque como diria Brecht:
“Dizem violentas as águas de um rio que tudo arrastam, mas não dizem violentas as margens que as oprimem…”
Tem uma coisa que ou vocês se esquecem ou é falta de informação mesmo, ou melhor, falta de formação. Acho que o ensino nesta instituição está muito fraco, estão formando pessoas que não tem a mínima noção de direitos e deveres.
A educação é um direito garantido a todos. Está na Constituição, a LDB regulamenta e mais: ESTÁ NA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Pois bem, sendo assim eu assistir aula é um direito meu, não estou ali fazendo favor assistindo aula, muito menos tenho que retribuir nada a ninguém por isso. É UM DIREITO DE TODOS OS ESTUDANTES.
Vocês nunca pensaram que esse tipo de ação está impedindo um direito de cada um?
Assim como nós temos o direito de manifestar nosso descontentamento com a situação do campus, todos temos o direito a educação.
Entendo que a greve, a manifestação política, etc., são direitos, mas a educação também é.
Outra coisa, por que o movimento fica nessas ações amenas e não vai logo “pras cabeças”. O que para muitos, os contra-greve, são ações radicais na verdade são ações amadoras. Por que não dirigem logo as manifestações ao Mec ao invés da reitoria? Por que vocês não fazem uma arrecadação e manda uma comissão fazer barulho lá no Mec? Por que esperam a mídia vir publicar e não procuram a mídia pra contar a primeira versão da história?
Enfim, é por isso que o movimento estudantil da Unifesp não engata a primeira. As pessoas precisam se informar mais. Essa greve, o movimento, tá tudo muito enrolado e não se chega a uma ação efetiva. Fazer greve pra ninguém escutar não dá. Ato na porta da reitoria? Será que isso tem mesmo algum efeito ou funciona apenas como festa? Será que o reitor se importa tanto assim com um ato na frente da reitoria? Ou melhor, o que a sociedade pensa disso tudo? O que as pessoas que passam na rua e se deparam com tal ação pensam? Apóiam? Ignoram? São contra? Nao dá pra fazer festa, tem que se munir do que é o direito de cada um, ter convicção disso e ser objetivo na reivindicação.
Se for assim, dá a impressão que a maioria vota por greve por que o campus é um pouco carente de assunto e entretenimento. Sinceramente, por mais que tenham brigas, pessoas nervosas, etc., eu tenho a impressão que a greve é muito mais uma confraternização sazonal do que uma reivindiação. Desculpa, mas é o que as greves me passam. Eu não consigo sentir firmeza que o pessoal quer realmente protestar a melhorar as coisas. Parece que o pessoal quer a greve por que é legal. Inclusive “os revolucionários” me passam essa impressão. Acho que não precisa uma greve pra confraternizar. Para isso basta organizar festas, churrascos e ser mais light, sem tanto preconceito e críticas a tudo e a todos. Ou seja, as greves não me convencem quanto seu caráter transformador, sinto muito. Justamente porque ficam eternamente refletindo o debate político e não partem pra ação, quando o fazem é no total despreparo.
Pessoal, festa pra confraternizar, greve pra reivindicar.
Você disse tudo. Greve na Unifesp é entretenimento, cervejadas e espaço de convivência. Demoram mais de um mês discutindo comissões, estratégias e “táticas” e não conseguem sentar com o reitor. Repito, foi-se um mês e o comando de greve começou a acenar com a possibilidade de criar uma comissão que em três dias irá negociar a pauta de reivindicações. Santo amadorismo!
Ou seja, tivemos um mês de perda de tempo, sem foco definido, apenas com agressões, ameaças e vandalismo. Além de, é claro, uma pretensa “discussão política” maniqueísta e tola. Se o movimento estudantil unifespiano fosse sério, não se falaria em “ausência de quadros” ou em “desgaste” das comissões frente à quantidade de “afazeres”.
Esta greve é sustentada em assembléia por uns 200 estudantes, que reunião após reunião garantem a continuidade dessa encenação. Enquanto isso, no campus, apenas o comando de greve “discute” trocentos encaminhamentos, alguns poucos se utilizam do laboratório de informática, os professores sequer aparecem e tudo aquilo vira um lugar melancólico, vazio… Mas tem que garantir o orgulho desta greve esvaziada invadindo o CEU, promovendo ações picaretas e dando aqui neste blog a sensação de “luta”. Faz parte do teatro.
E a claque continua firme e forte, apoiando. O que torna o nome da Unifesp algo forte é justamente o corpo docente. Supondo que qualquer manifestação precise de embasamento teórico para ser tomada por crítica, ela só pode vir de quem realmente possua base teórica mais ampla e extensa do que a do aluno, isso soa ainda mais claro em relação aos que ingressam nesse ano, que são os maiores apoiadores desse caos. De resto, é só uma apropriação indébita de saberes que nas mãos de certas pessoas (alguns usuários de microfone) viram chavões.
Só um pequeno comentário. Eu sou contra a maneira como a greve é feita, mas sei que, como estudante, não estou tendo uma vida universitária básica. Faltam salas, uma xerox melhor, uma informática mais ampla, meio de transportes melhor e em mais horários e etc. Porém, algo que foi mencionado neste texto eu discordo. Eu não estou furando a greve, mas sei que tem gente tendo aula. O problema não é a lista de presença, como vocês citaram, esse é o menor dos problemas. Eu estou preocupado é com a matéria que foi dada, com o que perdi. Sei que alguns professores NÃO vão repor aula, e ai como fica? Não quero reviver 2010 quando o campus inteiro ficou correndo atrás de nota para não repetir o período. Eu não quero conhecimento dado nas coxas. Presença é algo que da para dar um jeito, mas se os professores não quiserem repor a matéria como é que fica? Quem vai me passar a matéria que eu perdi e que, alias, é o motivo pelo qual eu estou na universidade?
essa questão do repor aula entra diretamente no debate sobre a garantia dos piquetes. Se permitirmos que profºs deem aulas nesse momento, quem vai garantir essa reposição?
Vamos confiar na sua palavra? De que eles de bom grado reporão aula?
è muita ingenuidade nossa se pensarmos assim.
Você bem sabe que a Pedagogia não fará isto, por exemplo. Há férias envolvidas, há o desgaste de picuinhas com estudantes que se sentem no direito de distorcerem fatos e pegar uma frase dita (com toda a propriedade) em um absurdo monumental. Os docentes não são obrigados a ministrarem aulas que eles não tiveram “culpa” direta pela ausência.
Que qualidade de ensino apregoada é essa que não se atenta nem às aulas minimamente bem ministradas? Como vamos concluir um curso de 15 encontros em quatro/cinco aulas? Isso é qualidade do ensino?
Ahhhh guria… ainda quer transformar o mundo? Tola… e o pior: está tão obcecada pelo que pensa que rechaça todo aquele que lhe é contra. Já disse que seu mundo é perfeito no discurso, mas nele nada há além de aspirações pessoais, não há o “outro”. Por isso vê os que não se alinham ao seu pensamento como “algo menor”.
COMUNICADO AOS ESTUDANTES DA UNIFESP PIMENTAS
Primeiro: a grave denuncia de ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA arquitetada por ALGUNS DOCENTES e apoiadores, COM CLARA INTENÇÃO DE INFLUENCIAR NOS RESULTADOS DA ÚLTIMA E VITORIOSA ASSEMBLÉIA PELA GREVE, será discutida JUDICIALMENTE e os responsáveis terão a OPORTUNIDADE DE PROVAR e, se não provarem, responderem pelos graves comentários que circulam na UNIFESP PIMENTAS ou ainda na Internet.
Esta irresponsabilidade de acusar sem, no mínimo, respeitar o princípio do contraditório, garantido a qualquer CIDADAO ou ENTIDADE JURÍDICA MALICIOSAMENTE EXPÔS A CLARA INTENÇÃO de difamar e injuriar (outros dispositivos legais estão sendo estudados) tanto a minha pessoa física quanto jurídica.
Como se não bastasse, envolveu ainda na mesma arapuca o Secovi SP o qual a Villagua é filiada e “estou” como diretor pela empresa, devido ao papel que este sindicato tem na representação dos CONDOMÍNIOS, inclusive HABITAÇÕES DE INTERESSE SOCIAL, ambos representados pela ENTIDADE SINDICAL EMPRESÁRIAL.
Apenas adianto que sou CONTRÁRIO A QUALQUER ESPECULADOR, independente da sua categoria e desconheço que, tanto o Secovi SP defenda esta modalidade litigiosa, como ainda, as entidades que a VILLAGUA é filiada, tais como: CRECI SP, AABIC SP, ACE Guarulhos e Instituo ETHOS.
Segundo: diferente da greve de 2010, este ano por limitações profissionais, pouco colaborei nas COMISSÕES, salvo recentemente na Jurídica, uma vez que estava com poucos estudantes e os GRAVES FATOS OCORRIDOS NOS DIAS 19 (Carta do Diretor) e 20 (Ato na Reitoria), bem como as CONHECIDAS MANOBRAS DE PARTE DA CONGREÇÃO DO CAMPUS PIMENTAS, fatos ocorridos nos dias citados e durante os mês abril de 2012, exigiam RESPOSTAS RÁPIDAS E CONTUNDENTES.
Durante todo o período da greve, atuei intensamente nas ASSEMBLÉIAS GERAIS como qualquer ESTUDANTE que acredita no que está DEFENDENDO, principalmente a PRECARIZAÇÃO DO CAMPUS PIMENTAS QUE COMPREMETE A PRÓPRIA FORMAÇÃO ADEQUADA, reconhecida por PARTE DOS PROFESSORES.
Quanto ao parágrafo anterior, leiam carta do Departamento de Ciências Sociais, endereçada a Congregação no final de 2011 e relatório público decorrente da PARALISAÇÃO DOS PROFESSORES de 12 a 19 de abril de 2012.
Como último compromisso com a COMISSÃO JURÍDICA protocolamos ONTEM DIA 27 DE ABRIL DE 2012, NA SECRETÁRIA ACADÊMICA DO CAMPUS PIMENTAS e, demos continuidade na COLETA DE ASSINATURAS do SEGUNDO PEDIDO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA QUE O REITOR COMPAREÇA NO CAMPUS PIMENTAS para início das NEGOCIAÇÕES ABERTAS E COM OUTROS INTERLOCUTORES necessários para que NÃO COMETAM A MESMA AÇÃO PERNICIOSA OCORRIDA EM 2010, quando SE COMPROMETERAM POR ESCRITO E NÃO CUMPRIRAM, degradando ainda mais as condições do CAMPUS PIMENTAS.
Ficam algumas perguntas:
1) QUEM E O QUE ESTÁ POR TRÁS DE TUDO ISTO?
Ou seja, ALÉM DA ARMAÇÃO DA TAL “ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA” EM CIMA DE QUEM LUTA POR UM ENSINO DE QUALIDADE (TERÃO OPORTUNIDADE DE PROVAR e quem FOR CULPADO, QUEM RESPONDA ÀS PUNIDADES DO JUDICIÁRIO), como também, conforme o referido documento protocolado E objeto do ABAIXO-ASSINADO – explicar PORQUE DESESPERADAMENTE TENTAM CRIMINALIZAR EM TORNO DE 100 (CEM) ESTUDANTES DO CAMPUS GUARULHOS?
2) QUEM EFETIVAMENTE, NO MÍNIMO É RESPONSÁVEL, por TENCIONAR o movimento?
Exemplo: o ATO NO DIA 20/04/2012, em que um funcionário PÚBLICO, primeiro, recebe os ESTUNDANTES com CORRENTES NOS PORTÕES DA SEDE DA MOMUMENTAL UNIFESP na Sena Madureira, Vila Mariana, próxima ao PARQUE IBIRAPUERA SP e, não satisfeito, ainda consegue no Judiciário o INTERDITO PROIBITÓRIO?
3) Quem são os responsáveis pela DEGRADAÇÃO ESTRUTURAL DA UNIFESP?
O FUNCIONÁRIO PÚBLICO QUE EXERCE O CARGO DE REITOR ou OS ESTUDANTES CRIMINALIZADOS E QUE RESPALDAM A GREVE DE 2012 NA UNIFESP PIMENTAS?
4) Por último a pergunta não quer calar: PORQUE O REITOR TENCIONOU DURANTE 4 (QUATRO) HORAS O ATO DO DIA 20/04/2012?
Com isto permitiu de forma IRRESPONSÁVEL e com DINHEIRO PÚBLICO a utilização da TROPA DE CHOQUE EQUIPADA COM ROUPAS APROPRIADAS, ESCUDOS, CACETETES, RIFLES – APARENTE COM BALAS DE BORRACHA, ARMAS DE FOGO e ainda, esta sendo apurado o uso de SUBMETRALHADORAS – TODO ESTE APARATO DE GUERRA diante de mais de 300 ESTUDANTES QUE TINHAM: carro de som e ainda vestidos como qualquer jovem (camisetas e jeans) e, esta sim, A ARMA MAIS TEMÍVEL UTILIZADA CONTRA DITADORES: A VONTADE POLÍTICA DE DAR UM BASTA A ESTA FALCATRUA QUE PRECARIZA O ENSINO PÚBLICO E TENTA DESESPERADAMENTE CRIMINARLIZAR O MOVIMENTO ESTUDANTIL, A EXEMPLO DA USP QUE LUTAM CONTRA ESTE ESTADO DE COISAS?
Senhores escolásticos (que vista a carapuça quem se enquadrar):
TODO ESTE DESESPERO traz à memória o IMPEACHMENT DO PRESIDENTE COLLOR, resultado não da CPI que apontava um ACORDO – mas sim pela reação da POPULAÇÃO e em particular dos CARAS PINTADAS que, juntos, impuseram um dos poucos ATOS POLÍTICOS de massa, longe da LÓGICA CONCILIADORA comum neste país. Que digam o contrário.
Quanto à luta da UNIFESP, quem viver verá!
Juraci Baena Garcia
Filosofia da Práxis
Unifesp Pimentas
Guarulhos – SP
“Primeiro: a grave denuncia de ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA arquitetada por ALGUNS DOCENTES e apoiadores, COM CLARA INTENÇÃO DE INFLUENCIAR NOS RESULTADOS DA ÚLTIMA E VITORIOSA ASSEMBLÉIA PELA GREVE, será discutida JUDICIALMENTE e os responsáveis terão a OPORTUNIDADE DE PROVAR e, se não provarem, responderem pelos graves comentários que circulam na UNIFESP PIMENTAS ou ainda na Internet”.
Adoraria ser processado por vossa senhoria. Caralho, que pretensão! Imagina se Naji Nahas, resolvesse processar todo mundo? Porra! Aliás todo esse seu discurso abjeto de xingar seus oponentes de “pequeno-burgueses” caiu por terra fanfarrão. Você não tem MORAL para dizer o que diz em assembléias da Unifesp e incitar outros tantas hipocrisias no microfone. Quer rastrear meu ID, faça isso! Terei o prazer de desmascarar todo esse discurso imbecil e de auto promoção! Boa sorte!
*quer rastrear meu ID? Faça isso!
O Juraci (membro do SECOVI) joga alunos contra alunos de forma tão hipócrita que até começo a duvidar das reais intenções dele quanto a essa greve. O problema é que muitos lá estão ouvindo o que querem ouvir, por isso continuam apoiando esse movimento falido.
Uau!
“Fanfarrão, caralho, porra, moral, hipocrisias, discurdo imbecil, entre outras perólas. Quanta provocação baratas.”
Cara! Pare e pense. Não seja depositário de tanto ódio (deve ter um motivo, é trabalho para profissional da área), faz mal à saúde.
Seu vocabulário e respectivo conteúdo, associado ao ódio no coração impressionam!
Reflita muito! Centenas de pessoas que conhecem nosso Campus, pensam como eu e criticam o estado de PRECARIZAÇÃO do nosso campus. Distribua um pouco desta raiva com outras pessoas.
Cada vez que pessoas como você escrevem, ainda bem que são poucas, tenho convicção da necessidade desta greve.
É bom que os professores (principalmente os escolásticos) vejam o que estão formando ou, caso você seja um deles, belo exemplo aos seus colegas. Nem a questão corporativista tolera tanto absurdo, principalmente este ataque moralista e kamikaze. Este comportamento demonstra claramente a universidade que você está cursando ou dá aulas!
Fique tranquilo! Vou considerar seu desespero e não tenho carátar especulativo nem o interesse em “especular” contra alguém tão problemático. Qual seu nome completo e curso, minha preocupação é mais com minha integridade física do que ações indenizatórias. Você é um inocente útil.
Tu és um FANFARRÃO velhinho, pede pra sair!!!! é você que financia esta MERDA?!?!?
meus posts foram deletados.
Super complicada essa questão porque não há nenhum registro de comentário seu na lixeira – local onde os comentários vão quando são excluídos pela ADM do blog. Tem certeza que você não excluiu sem querer? Ou não acessou pelo computador da universidade e deixou aberta essa página?
Iremos averiguar isso, pode ser um problema técnico. A probabilidade de ter sido excluído por alguém da administração do blog é mínima, primeiro porque temos permitido todo tipo de comentário até agora – como fica evidente nos comentários dos textos – e segundo que não havendo registro nenhum de exclusão na lixeira, é muito difícil que isso tenha partido da adm.
…
Comentário detectado com e-mail falso.
Zildjian – E quem disse que eu quero reposição de 4, 5 aulas?
Justamente é isso que não quero.
Alpha – adoro seus julgamentos infundados. Me fazem rir, de verdade.
Guria… qualquer coisa a faz rir rs
Isso é verdade. Bastante observador você!
GREVE UNIFESP 2012
*Por uma EDUCAÇÃO PÚBLICA GRATUITA, UNIVERSAL, DEMOCRÁTICA E DE QUALIDADE
*Por uma UNIVERSIDADE sem MUROS
*Contra: CRIMINALIZAÇÃO de 100 ESTUDANTES
*Contra: PRECARIZAÇÃO e TRANSFERÊNCIA DO CAMPUS PIMENTAS PARA SÃO PAULO
*Contra: BUROCRACIA ESCOLÁSTICA ASSISTENCIALISTA