1- Foi concluída a tramitação junto à Prefeitura, dos processos para licitação da construção do prédio central da EFLCH. A publicação será feita nos próximos 15 dias.
– Coloca-se como se esta ação fosse uma novidade, mas vale ressaltar que já houve mais de dois processos de licitação para prédios dos campis novos da UNIFESP, sendo que sua concretização esbarra sempre em questões burocráticas, como a discordância financeira com as empreiteiras envolvidas.
– Ou seja, não há ninguém que possa dar garantias que o prédio central da EFLCH será construído até 2015 (como já foi dito por representantes da reitoria).
2- Locação do imóvel da Estrada do Caminho Velho, 300, pela Prefeitura de Guarulhos por 60 meses. Já estão sendo transferidas as instalações da área administrativa, o que permitirá a liberação de 14 salas para uso acadêmico.
– Novamente fica clara a forma de “tapa buracos” que este governo, com esta proposta de expansão, nos oferece. Prédios de reparos urgentes, novamente sem infra-estrutura.
3- Está em fase de conclusão a avaliação oficial do imóvel da Stiephel a ser locado pela UNIFESP para utilização durante o período de construção do prédio central.
– Foi dito, em reunião com a Comissão de Dialogo, que se reuniu com o Reitor 08/05, que dali 10 ou 15 dias ele já teria uma resposta efetiva sobre o assunto, o que ele coloca novamente como uma incerteza,
4- Transporte: Em 16/05/2012, fomos recebidos em audiência pelo Governador do Estado, com a presença do Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos e do Presidente da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos).
Nessa ocasião, levamos a necessidade de implantar o sistema de transporte intermunicipal (Campus Pimentas – Metrô).
O projeto que resultou do diálogo EMTU-UNIFESP contempla a necessidade de 80 viagens/dia para cumprir esta demanda. Já está encaminhado o convênio UNIFESP – Governo do Estado necessário à concretização deste projeto.
– NOVAMENTE – nada concreto.
– Não se fala das tarifas.
Lembramos que a forma que o Diretor Acadêmico utiliza para se comunicar, via e-mail institucional, não estabelece um canal efetivo de comunicação, não permite a discussão acerca das providências expostas. Comunicação sem diálogo, de forma unilateral e individual, quando os interlocutores não estão presentes para contribuir para o aprofundamento das problemáticas, pois não há o espaço para a participação como nos debates, discussões, aulas públicas, intervenções, atos, conversas. Expõe assim, a clara a intenção da Direção Acadêmica de massificar e superficializar o necessário debate, com intuito de intervir única e somente apelando para o fim da greve e na “operação de salvação” do semestre. Por fim, voltamos ao mestre Paulo Freire, que na Pedagogia do Oprimido problematiza a questão da Comunicação e dos comunicados:
“Substituí-lo [o diálogo] pelo anti-diálogo, pela sloganização, pela verticalidade, pelos comunicados é pretender a libertação dos oprimidos com instrumentos da “domesticação”. Pretender a libertação deles sem a sua reflexão no ato desta libertação é transformá -los em objeto que se devesse salvar de um incêndio. É faze-los cair no engodo populista e transformá -los em massa de manobra”.
Com relação à Assembleia de hoje (24/05):
Faz-se importante ressaltar que uma assembleia estudantil não é urna de votação. Trata-se de oportunidade única para se debater ideias, aprofundar-se nas discussões, discutir rumos para o movimento, definir ações coletivas, ou seja, é uma ferramenta do movimento em favor de suas articulações, e não do seu término! É uma incoerência dizer que se pode fazer democracia sem discussão. A assembleia é o nosso espaço de debate, onde construímos nosso pensamento, onde ampliamos nossa visão sobre os diversos temas que cabem a nós, estudantes.
Participar de uma assembleia significa querer transformar uma realidade de forma coletiva; para isso é preciso buscar informações, refletir sobre as origens e intenções destas, digeri-las e, por fim, na assembleia, perceber se suas convicções particulares (agora acrescidas de discussão coletiva) são confirmadas, esgotando assim as possibilidades de erro, ou se eram equivocadas ou superficiais, enquanto baseadas em apenas um ponto de vista.