Nota sobre o conflito na assembléia

Na assembléia de quinta-feira dia 24 de maio foi votada e aprovada a ocupação da diretoria acadêmica como forma de pressão rumo às conquistas das nossas pautas. No momento da votação uma das signatárias do movimento contraponto estava filmando a assembléia, a intenção de tal ato nós não sabemos. Porém devemos ter em vista que em uma ocupação existem riscos de punições e processos aos estudantes que a constroem e que filmar os estudantes que vão votar por tal ação é algo que pode comprometer a segurança do movimento.

Alguns estudantes foram questioná-la pela filmagem e isso gerou um atrito que se aprofundou em forma de tumulto, não houveram ofensas nem agressões, mas sem dúvida foi uma questão que poderia ter sido muito melhor resolvida em uma conversa na qual seriam explicadas as divergências.

Salientamos que tal ação não foi deliberada pelo movimento e pedidos desculpas caso a companheira tenha se sentido ofendida e que ela esclareça o motivo da filmagem. No mais, estamos abertos a maiores esclarecimentos.

Comunicação da Greve com OCUPAÇÃO

Nota sobre ATO na ALESP

Os Alunos da UNIFESP – Guarulhos amargam 6 anos sem condições mínimas
para estudar. Não existe sequer um prédio para a insitituição, e ainda
assim o Governo Federal gasta milhões em propaganda na TV falando das
“maravilhas” do REUNI.

Depois de 4 grandes greves e, pelo menos, 48 alunos sendo processados
na justiça por reinvindicar seus direitos, o MEC finalmente resolveu
ouvir nossas reinvindicações e se predispõe a uma conversa em
Audiência Pública. Afinal de contas, este é um ano de eleição, e o
ex-Ministro da Educação, Fernando Haddad, está candidato à prefeitura
de São Paulo.

Convidamos assim, todos os secundaristas, universitários,
sindicalistas, associações de docentes, movimentos populares,
ativistas urbanos, e à população em geral que se sente lesada ao ter o
Ensino Superior precarizado ao limite, para um grande ATO-PROTESTO
durante a Audiência Pública pela Educação !

A Audiência Pública é uma conquista do Movimento Estudantil da
Unifesp-Campus Guarulhos atualmente em greve, e visa expor a situação
do campus e exigir medidas dos órgãos responsáveis.

Concentração para o ATO a partir das 16:00hrs NO DCE DA UNIFESP

Edifício Diretório Central dos Estudantes – Rua Pedro de Toledo, 840 – São Paulo-SP    

Seguindo para a Reitoria e depois para ALESP:

Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, Ibirapuera
Auditório Teutônito Vilella – 21/05 às 19H

Nota sobre as cartas publicadas no blog

Vimos por meio de nota mais uma vez esclarecer a forma como tem sido publicada as cartas nesse blog.

Algumas pessoas tem levantado questões via comentários sobre algumas cartas em especial (como o manifesto Contraponto, a frente 5 de maio, ou a carta aberta não importa o ponto), requisitando que as pessoas que as escreveram assinem com seu nome após o texto. Dentro disso vimos esclarecer os critérios para publicarmos uma carta no blog.

Ressaltamos mais uma vez que é uma posição da comissão publicar todos os textos enviados ao e-mail e que o que difere um artigo pessoal a ser publicado no espaço de debate de uma carta aberta aos estudantes é justamente seu carater de construção coletiva. E como construção coletiva, as cartas enviadas para a comissão são publicadas no blog principal para acesso de todos os alunos.

Em relação a necessidade de identificação dos integrantes que escreveram o texto, defendemos que o coletivo se identifica por si só. Não há a necessidade de expor nomes, a não ser que essa seja uma iniciativa do próprio coletivo.  Portanto, esse não é um requisito para publicação de um texto.  E isso vale para a seção cartas e o espaço de debates dos estudantes.

Por fim, frisamos mais uma vez que é uma posição da comissão defender a livre-expressão e o espaço aberto para debate entre os estudantes e que toda discordância a qualquer artigo aqui publicado deve ser expressa via comentários ou pedidos de direito de resposta no e-mail da greve.

Nota de esclarecimento

Sobre a polêmica publicação da carta do coletivo de estudantes organizados na frente 5 de maio, vimos para esclarecer que a posição da comissão de comunicação é de manter a publicação no blog, visto que de forma coletiva julgamos que a publicação está no local correto e que deve ter seu espaço no blog como todas as cartas escritas por coletivos desde então.

É importante ressaltar que defendemos a publicação de todo tipo de manifestação de opinião, seja coletiva ou individual, independente do seu posicionamento político. O espaço para o debate e a crítica é a aberto e até o momento tem sido garantido os comentários para livre expressão dos estudantes. Obviamente que isso tudo deve ocorrer dentro de alguns limites e textos de cunho machista ou preconceituoso não serão publicados.

Também garantimos o direito de resposta a qualquer grupo que tenha se sentido prejudicado em qualquer publicação, para isso é só enviar uma carta-resposta ao e-mail da comunicação: greveunifesp@gmail.com

Terminamos a nota ressaltando a importância da transparência e da livre-expressão para construção de um debate sólido entre os estudantes do movimento.

Nota de esclarecimento sobre a próxima Assembleia Geral

Com a finalidade de esclarecer a todos estudantes acerca da próxima Assembleia Geral, e para que não se crie confusão, nem atropelo como houve na última semana, informamos que em reunião do Comando de Greve, foi decidido que o movimento realizará atividades essa semana, tendo em vista acumular um grande debate para a Audiência com o MEC, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, assim como uma manifestação no local. E que após essa Audiência Pública, que será dia 21, acontecerá a Assembleia Geral, convocando todos os estudantes, para que se possa discutir a conjuntura do movimento, com informações precisas, para que se possa definir os rumos de nossa greve.

Uma Assembleia Geral dos Estudantes, no atual momento, não tem em vista colocar de forma “solta e aleatória” a continuidade ou não da paralisação, mas sim, apresentar os trabalhos feitos pelo comando de greve, as reuniões de negociações, as pressões através de atos e ações do movimento, para que, diante de todo esse cenário, os estudantes possam debater e deliberar os próximos passos, tendo em vista as conquistas de nossas reivindicações.

E por fim, cabe aqui ressaltar que, durante a greve dos estudantes do campus Guarulhos, um “chamado de uma Assembleia Geral” que paute o próprio movimento, e seus rumos, tem toda legitimidade, desde que, pautada e discutida nos fóruns do movimento: comissões e comando de greve. O microfone é aberto e qualquer estudante pode pautar a necessidade de uma Assembleia Geral, e argumentarem favorável e contrariamente: é uma questão de livre discussão, de propor, e deliberar. Contudo, uma Assembleia Geral que paute o movimento, mas que seja exterior a ele, além de ter sua legitimidade altamente contestada, soa como uma provocação que em nada contribui para a nossa construção.

Assim, a próxima Assembleia Geral dos Estudantes, será realizada não nessa semana, mas na seguinte, após a Audiência Pública. Para termos enfim, certezas e perspectivas de avanços na conquista de nossas reivindicações.

Nota de esclarecimento: Conflito durante a assembléia do dia 10 de maio de 2012.

Vimos por meio de nota esclarecer a confusão ocorrida durante a assembléia do dia 10 de maio de 2012, onde um estudante anti-greve após perder votação durante assembléia agrediu verbalmente de forma covarde um grupo de estudantes do movimento de forma machista e preconceituosa, o que ocasionou uma grande confusão durante os encaminhamentos das votações.

O estudante acuado diante as manifestações dos presentes foi escoltado pela Polícia Militar que foi acionada por um dos estudante presentes, e NÃO pelo movimento estudantil. Ele foi encaminhado para delegacia de polícia onde seria registrado um boletim de ocorrência contra ele devido a gravidade de sua ação.

Diante a confusão a plenária não conseguiu se restabelecer e 7 propostas deixaram de ser discutidas e votadas, ocasionando grande transtorno para os presentes.

Esse tipo de ação que não favorece o encaminhamento do movimento é uma clara tentativa de ferir os princípios democráticos do movimento estudantil que até agora garantiu a decisão da assembléia por manter a greve. Ao não se conformar com decisões tiradas em assembléia e partir para ações de agressão para desmobilizar os estudantes é de uma covardia sem precedentes.

REPUDIAMOS essa ação e aproveitamos para reforçar que o respeito pela decisão da assembléia é a garantia de um processo efetivamente democrático entre todos os estudantes. E que a violência surge justamente quando essa decisão não é respeitada.

Nota de esclarecimento aos funcionários da EFLCH/UNIFESP sobre a ocupação da Diretoria Acadêmica

Vimos por meio deste esclarecer ao servidores da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo os motivos que levaram os estudantes a ocuparem a Diretoria Acadêmica na noite de quinta-feira, 03 de maio, após deliberação da plenária do comando de greve. Este esclarecimento se faz necessário porque momento antes da ocupação funcionários estavam dentro do prédio que se encontrava fechado. Instantes antes, houve um tumulto em frente à porta. Diante desta situação,  dialogamos para que os servidores saíssem e os estudantes entrassem em seguida. Integrantes do comando de greve pediram licença aos servidores para que se organizasse a entrada dos estudantes, respeitando o seu ambiente de trabalho.

Gostaríamos ainda de pontuar algumas questões ocorridas no mesmo dia. Em reunião, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis informou que o reitor só negociaria a pauta de reivindicação com o movimento depois do término da greve e embora a PRAE tenha se comprometido em sua atual gestão não realizar sindicâncias contra os estudantes, minutos depois ao término da conversa, a Congregação do Campus Guarulhos aprovou abertura dos processos internos para criminalizar ações recentes do movimento grevista. Além da pauta de reivindicação material,existe também uma pauta política em defesa do direito de greve e pelo fim da perseguição política e  processos.

A greve permitiu a discussão sobre atual situação critica que vivemos, aprofundamento do debate sobre a construção do prédio nos três setores e elaboração de propostas que foram encaminhada à Reitoria da universidade juntamente com a pauta reivindicátoria. Neste momento, a ocupação é o método escolhido para exigir da Reitoria abertura das negociações.

Entendemos que seja essencial o apoio dos técnicos administrativos  à mobilização discente, pois eles fazem com que a universidade funcione diariamente mesmo sem espaço físico adequado de trabalho. Desde de seu início em 22 de março o movimento grevista buscou a unidade para lutar por melhores condições de ensino e de trabalho em nosso Campus. Estamos à disposição para esclarecimentos e abertos ao diálogo com os funcionários e funcionárias. Procurem a comissão de diálogo, comunicação e as demais comissões estarão na ocupação.

Atenciosamente,

Comissão de Comunicação da ocupação da Diretoria Acadêmica

COMO AGEM OS ANTIGREVE

(Resistir Sempre)

Na última sexta-feira, dia 27 de abril de 2012, quando estudantes tentavam garantir a greve, evitando que houvesse aulas, um tumulto envolvendo professores e alunos contra a greve resultou em uma estudante grevista sendo agredida fisicamente por um aluno antigreve.

A característica comum dos antigreve é usar a palavra democracia como muleta para assistir aula durante a paralisação. Entretanto, se os antigreve se olhassem perceberiam que a maior parte dos seus colegas não está tentando entrar em sala.

A outra perna postiça do antigreve, já que ele não tem pernas próprias, é a tal da legalidade. Legalidade esta que não reprovou a agressão que a estudante sofreu pelo aluno fura greve. Nem quando, nesse mesmo dia, o professor Julio roubou uma bandeira de um integrante do movimento estudantil.

Uma bizarra legalidade que aprova petição online antigreve de e-mail institucional (atual direção acadêmica); que considera tapume como patrimônio público e bem permanente (bizarrice também apresentada pela dir. acadêmica); que não reivindica o fato de desde 2007 o tão esperado prédio ainda não ter sequer alvará (autorização da prefeitura para construção do prédio); que não se indigna com o desvio de dinheiro do atual reitor entre 2009 e 2010; que não reclama a gigante lista de irregularidades envolvendo as instituições privadas com a Unifesp publicadas no Diário Oficial da União; que não reprova o mísero repasse de verbas ao campus com o maior número de estudantes (Guarulhos), que fica com apenas 1/40 dos recursos financeiros da Unifesp… Esses e tantos absurdos quase cotidianos são legais na avaliação dos antigreve, já que esses não dão nem sinal de revolta para os problemas reunidos.

Democracia e legalidade que também não reprovaram quando a Tropa de Choque da Polícia Militar de SP ameaçou todo o ato na reitoria da Unifesp no dia 20 de abril desse ano. Além da presença da polícia ferir a liberdade de expressão dos manifestantes, o prédio da reitoria da Universidade Federal de São Paulo é um prédio da União, consequentemente a “segurança” do local teria de ser feita pela Polícia Federal ou similar.

Os antigreve demonstram sua estranha visão democrática desde a primeira assembleia desse ano, em 22 de março, após acompanhar a votação a favor da greve por maioria esmagadora com aproximadamente mil estudantes na plenária, um aluno (do PT) disse que em 2011 teve uma assembleia que encaminhou que tinha que ter indicativo de greve para ter greve.

Será que esse mesmo estudante retomaria decisões de assembleias de 2007 e 2008 que fossem imediatamente favoráveis a greves e ocupações assim como ele fez com o tal indicativo de greve de 2011?

Toda assembleia é soberana a ela mesma por no mínimo um motivo óbvio: as plenárias e a causa das pautas nunca são as mesmas. Os calouros de 2012 não integraram plenárias dos anos anteriores. E nunca se fez assembleia na Unifesp Guarulhos com cerca de mil estudantes, é o primeiro ano que isso vem ocorrendo.

A democracia do antigreve abertamente sobrepõe direitos individuais aos direitos coletivos. Com lustra móvel no rosto uma meia dúzia deles insiste em assistir aulas durante a greve com a alegação do direito de ir e vir de cada umbigo.

Há pelo menos dois tipos de antigreve, ambos agem movidos por questões individuais, um é aquele que seu medo de reprovar nas disciplinas faz com que cegamente siga os professores em tudo (como se vivessem eternamente no primário endeusando professores), a ponto de “acreditar” que é possível conquistar efetivamente um diploma faltando salas de aula e livros na biblioteca entre outros graves fatores de sucateamento da educação.

O outro antigreve é quem diz: “sou a favor da greve, mas, mas, mas…”. Se o primeiro já era covarde, o segundo é o cúmulo da covardia. Da mesma forma que o primeiro, ele acha que os professores são sorvete, com o agravante de querer sair bem na foto. Então com uma máscara de grevista aproveita qualquer fresta para pegar mangueira de bombeiro e jogar duchas de água gelada nos realmente grevistas, como exemplo o antigreve da primeira assembleia.

A perigosa negociação com os professores

Os professores como conhecem bem ambos os tipos de antigreve se aproveitam dos dois. E como quem não quer nada, professores de vários cursos estão chamando reuniões para discutir calendário letivo. Essas reuniões são para aumentar em alguns e incitar em outros o medo. “Medo é uma forma de fazer censura” já diria Gabriel O Pensador.

Estão sendo colocados pavores bobos como jubilamento dos calouros por não terem cumprido a rígida assiduidade dos primeiros trinta dias. Tem aproximadamente 600 calouros, imagine as consequentes dores de cabeça burocráticas (jurídicas e afins) e políticas que a instituição teria que arcar.

Por falar em questões jurídicas, os professores adoram lembrar em outras palavras “a escolha dos representantes estudantis será feita por meio de eleições do corpo discente e segundo critérios que incluam o aproveitamento escolar dos candidatos, de acordo com os estatutos e regimentos.” (Conforme artigo 38, § 2º)

Em outras palavras, por falta de argumentos políticos os professores usam a tão conservadora meritocracia para diminuir, mas apenas na aparência, as argumentações de alguns integrantes do movimento estudantil.

Para os alunos antigreve que vibraram ao ter uma ponta jurídica ao lado dos idolatrados professores, espero que sintam ao menos vergonha em saber que o artigo citado, 38, § 2º compunha a lei n° 5.540, de 28 de novembro de 1968 (lembra o que estava acontecendo nessa época no Brasil?), antiga LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional).

Essa espécie de taxação por parte dos professores ao movimento estudantil é a mais comum, porém há outras. Na semana passada, o professor Jaime insinuou que um estudante que conversava com ele estava bêbado e por isso não entendia o que o aluno falava. Sendo que esse estudante sofreu um acidente de moto e por isso tem dificuldades de andar e falar.

Os professores progressistas desse campus existem, todavia desgraçadamente são raríssimos, e como se não bastasse o ínfimo número deles correm risco de sofrer sindicância entre outros processos administrativos, como o professor Pedro (por “estimular a greve estudantil”), semelhante à corrente ameaça aos estudantes.

O que mostra que há ainda fortes resquícios da ditadura de 64. Resquícios esses que também orientam a cabeça do professor Plínio. Na segunda semana de abril, esse professor disse: “vocês tem o direito de fazer greve, mas irão arcar com as consequências”. Igualmente, na ditadura militar havia o direito de protestar sendo as consequências a tortura, a morte.

A negociação da greve estudantil deve ser com a reitoria para cima (MEC, etc). E estamos em greve por nossos extensos problemas que fizeram com que tivéssemos uma extensa pauta que foi por vezes debatida durante essa greve. Os estudantes tiveram mais de uma oportunidade para discutir e rever a pauta calmamente com seus colegas. Vale a pena resistirmos e avançarmos a mobilização para conquistarmos as pautas.

Só podemos ter nossas reivindicações atendidas se não cairmos em armadilhas. Se escorregarmos em armadilhas sairemos além de cansados e abatidos politicamente teremos apenas migalhas materialmente. E aí sim teremos perdido o semestre, a greve e nossas pautas. É preciso lembrar que entramos em greve por justamente o semestre estar comprometido, afinal chegamos ao ponto de faltar literalmente salas de aula. Se não teve negociação e como se pode olhar ao redor no campus o semestre nesse sentido sim continua comprometido. E a culpa é da reitoria!

Por fim, antigreve, não se esqueça que se o grevista afundar você afunda também por estar no mesmo barco. Olhe menos para seu limpo umbigo e para seus deuses professores e mais para o lado, para os seus colegas que estão dispostos até a apanhar da Tropa de Choque se for preciso para que a pauta de todos seja atendida. Afinal, se você anda de ônibus Itaquera e come no Bandeijão, como exemplos, você está mordendo a fruta que caiu da árvore plantada por grevistas.

Na noite após ler esse texto, quando você antigreve colocar sua medrosa cabeça no travesseiro, no lugar de contar carneiros, cante:

O Mundo É Um Moinho – Cartola

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés